América do Sul: 13 países, 3 dependências e 380 milhões de
habitantes. Fortemente colonizada por espanhóis e portugueses, e grande parte
independente a partir do século XIX. Porém, adotamos um esporte e retrocedemos
na história. Com a Copa América, as seleções
sul-americanas apresentam-se baseadas em estrelas do futebol europeu, evidenciando a boa
produtividade dos países locais. Entretanto, junto ao fator gerador, a não-manutenção
de nossos jogadores devido à exportação.
Vejamos o abismo existente entre as duas maiores competições
sul-americanas: a Copa Libertadores da América, de clubes; e a Copa América, de
seleções. Em relação à primeira, o estrelato é local. Sem fugir do tradicional
– em teoria, pelo menos –, são os atletas da casa quem brilham e ocupam as
manchetes. Entretanto, não se torna suficiente perante aos atletas do exterior,
adeptos do futebol moderno – característica europeia, embora criado na
Argentina.
A seleção brasileira é um ótimo exemplo. Dos 23 jogadores
presentes no elenco Canarinho, 18 atuam no Velho Continente. Ainda assim, o
Brasil é o país com mais representantes em sua própria seleção. É irônico que
este fato seja motivo de comemoração. Falando de clubes, lembremo-nos do
Cruzeiro: estrangeiros apenas de dentro da América do Sul, com exceção de um
atleta. Em contraponto, o grande FC Barcelona é servido de 13 jogadores não-espanhóis, entre eles, cinco brasileiros.
Entre fatos e números, sejamos coesivos: o futebol português é
o maior inimigo da manutenção de nossos jogadores na América do Sul. Com
trabalho de valorização e revenda, adquire jogadores jovens para futuramente
negociá-los com outros clubes da Europa por um preço maior. Os que não dão
certo retornam. É uma logística prática
e funcional, curiosamente ligada à história. Enquanto isso, permanecemos à espera de um novo
Simón Bolívar. Pena que ele não jogava futebol.
Lucas dos Santos Martins
Graduando em Jornalismo
Universidade Federal de Pelotas
Olá Lucas,
ResponderExcluirEssa é a realidade do nosso futebol. Infelizmente nossos jogadores saem do berço direto para o aeroporto mais próximo. O pior, são apenas jogadores, e não tão craques assim! Abs.